domingo, 6 de novembro de 2011

Segurança moderna

Com os sistemas de controle remoto das travas elétricas que você encontra nos carros de hoje, a segurança é primordial. Se as pessoas pudessem abrir facilmente as portas dos carros das outras pessoas no estacionamento lotado de um shopping, isso seria realmente um grande problema. E com a proliferação dos rastreadores de rádio, você também precisa evitar que as pessoas "capturem" o código que seu transmissor envia. Assim que eles possuírem seu código, poderão simplesmente retransmiti-lo para abrir o seu carro.
A foto abaixo mostra o interior de um controle remoto para travas elétricas de um carro moderno:



Interior de um controle remoto automotivo


Você pode ver que tudo foi miniaturizado. Há um pequeno chip que cria o código que é transmitido e a pequena cápsula prateada (quase do tamanho da metade de uma ervilha) é o transmissor.
O chip controlador de qualquer controle remoto moderno usa algo chamado código de salto ou um código rotativo para proporcionar segurança. Veja como funciona:
  • o chip controlador do transmissor possui um local na memória que retém o código atual de 40 bits. Quando você aperta um botão em seu chaveiro, ele envia aquele código de 40 bits junto com um código de função que informa ao carro o que você quer que ele faça (travar as portas, destravar as portas, abrir o porta-malas, etc);
  • o chip controlador do receptor também possui um local na memória que retém o código atual de 40 bits. Se o receptor receber o código de 40 bits esperado, efetuará a função solicitada. Caso contrário, não fará nada;
  • tanto o transmissor quanto o receptor usam o mesmo gerador de número pseudo-aleatório. Quando o transmissor envia um código de 40 bits, ele usa o gerador de número pseudo-aleatório para escolher um novo código, que é armazenado na memória. Na outra extremidade, quando o receptor recebe um código válido, usa o mesmo gerador de número pseudo-aleatório para escolher um novo código. Desse modo, o transmissor e o receptor estão sincronizados. O receptor somente abrirá a porta se receber o código que esperado;
  • se você estiver a um quilômetro de distância de seu carro e acidentalmente apertar o botão do transmissor, o transmissor e o receptor perderão a sincronização. O receptor soluciona esse problema aceitando qualquer um dos próximos 256 códigos válidos na seqüência de números pseudo-aleatórios. Desse modo, você poderia apertar o botão do transmissor "acidentalmente" até 256 vezes e tudo ficaria bem: o receptor ainda aceitaria a transmissão e efetuaria a função solicitada. Entretanto, se você apertar o botão acidentalmente 257 vezes, o receptor ignorará totalmente seu transmissor. Simplesmente deixará de funcionar.
Assim, o que você fará se conseguir dessincronizar MESMO seu transmissor, apertando o botão 300 vezes até que ele não reconheça mais o sinal? A maioria dos carros possui uma maneira de ressincronizar o controle remoto. Eis o procedimento normal:
  • gire a chave de ignição para ligar e desligar oito vezes em menos de 10 segundos. Isso informa ao sistema de segurança que o carro deve entrar no modo de programação;
  • aperte um botão em todos os transmissores que você quer que o carro reconheça. A maioria dos carros permite no máximo quatro transmissores;
  • desligue a ignição.
Com um código de 40 bits, quatro transmissores e até 256 níveis à frente no gerador de números pseudo-aleatórios para evitar a perda da sincronização, há uma chance em um bilhão de que seu transmissor abra as portas de outro carro. Quando você considera que todos os fabricantes de carros usam sistemas diferentes e que os sistemas mais recentes usam muito mais bits, pode ver que é praticamente impossível para qualquer outro chaveiro abrir a porta de outro carro.
Você também pode ver que a captura de código não funcionará com um transmissor de código rotativo como esse. Os transmissores de controles de portão de garagem mais antigos enviavam o mesmo código de 8 bits baseado no padrão estabelecido nas chaves de configuração. Alguém podia capturar o código com um rastreador de rádio e facilmente retransmiti-lo para abrir a porta. Com um código rotativo, é inútil capturar a transmissão. Não há maneira de predizer qual número aleatório o transmissor e o receptor escolheram para o próximo código, de modo que retransmitir o código capturado não terá nenhum efeito. Com trilhões de possibilidades, também não há uma maneira de escanear todos os códigos porque seriam necessários anos para fazer isso.

O Fim do Omega Suprema

Em 1996 foi decretado o fim da perua Suprema. O Brasil ficou sem um veículo familiar na categoria. Com a chegada do utilitário Blazer, as próprias concessionárias pediram o fim da perua com medo da tão temida “canibalização”, mesmo sendo veículos de categorias distintas.

Em 1997 o volante diminuía de tamanho e a qualidade do acabamento também. A versão mais barata, GLS (a GL não fez sucesso), perdia itens de conforto e conveniência em prol do corte nos custos.

A produção do Chevrolet Omega, marco tecnológico da indústria brasileira, foi encerrada no ano de 1998 no Brasil. Seu sucessor vem da Austrália: trata-se do Holden Comodore, mais caro e que deve ganhar uma nova geração ainda em 2007. Ainda assim, para muitos entusiastas, não houve um substituto a altura para o Omega nacional.



Fonte: Wikipedia
Data: 17/10/2007