segunda-feira, 18 de março de 2013

Saiba as principais diferenças entre um motor moderno e um antigo



Saiba as principais diferenças entre um motor moderno e um antigo
A motorização sempre foi alvo de melhorias e avanços na indústria automobilística

por Alyne Bittencourt
com AutoCosmos/México


Comparados a outros dispositivos, como os aparelhos de comunicação, parece que os motores não mudaram muito. Pode parecer que, enquanto os telefones ficaram menores, sem fios e os computadores também diminuíram e ficaram mais eficientes, os motores continuaram da mesma maneira: com a combustão da gasolina gerando a força que move o veículo. Porém, os propulsores também evoluíram, e há diferenças entre os mais antigos e os mais recentes.

Com o tempo, os motores mudaram para atender, com potência e eficiência, as demandas dos motoristas. Os motores antigos e os modernos têm características similares e a mesma herança, mas cada um é compatível com um tipo de situação, os novos funcionam bem nas condições de rodagem atuais. Já os motores com mais idade, não conseguiriam se adaptar a essa realidade.

No Brasil, um dos exemplos dessas inovações é o Fiat 147. Ele foi o primeiro equipado com motor transversal e, em 1979, se tornou o primeiro carro, no mercado brasileiro, a ser movido 100% a álcool. Outro modelo que inovou em terras brasileiras foi o Volkswagen Gol. em 1989, o Gol GTi foi o primeiro a ter injeção eletrônica. Também foi ele o primeiro a oferecer motor bicombustível de série em 2003 e no segmento de entrada, na sua versão1.0 TotalFlex no ano de 2005.

Antes de listar as cinco diferenças entre um motor antigo e um moderno, é preciso entender os princípios de funcionamento de um motor. Basicamente, a gasolina e o ar são inflamados no interior do cilindro. A combustão da mistura empurra, para cima e para baixo, o pistão que também fica dentro do cilindro. O movimento linear do pistão é transformado em movimento circular pelo virabrequim. Este, por sua vez, está ligado à transmissão que, como o nome sugere, transmite esse movimento circular às rodas. É um processo relativamente simples e que ainda vale para os motores mais novos, porém, há algumas diferenças:
1. Os motores modernos são mais eficientes:

Um motor antigo está longe de ser eficiente. Apenas 15% da energia química da gasolina é convertida em potência mecânica para mover o veículo. Já os motores modernos contam com tecnologias que melhoram sua eficiência. Uma delas é o sistema de injeção direta, que consiste em injetar gasolina sob pressão dentro do cilindro. Desta maneira, o combustível é queimado de maneira mais eficaz, e o desempenho aumenta em cerca de 12%, segundo dados do Departamento de Energia dos EUA. 

Os turbocompressores usam os gases do sistema de escapamento para aumentar a compressão de ar e gasolina no cilindro. A melhor compressão gera uma melhor explosão, o que também aumenta a eficiência do motor. As válvulas de distribuição variável e a desativação de cilindros são outras tecnologias que permitem ao propulsor usar somente o combustível necessário.
2. Os motores mais modernos são mais rápidos:

O consumo de combustível é uma das preocupações do motorista, mas eles também querem que o motor seja potente. Os motores atuais têm um desafio a mais: alcançar altas velocidades carregando cargas pesadas. Cargas essas que não se resumem a bagagens ou a um reboque, mas também ao próprio peso do carro, que ficou maior devido aos acessórios e itens de segurança do veículo que são pesados.

Além de mais eficientes no quesito economia de combustível, os motores atuais são mais poderosos que seus antecessores. Um exemplo desse avanço é o caso do Chevrolet Malibu. Em 1983, ele era equipado com um motor V6 de 3.8L que entregava 110 cv. Em 2005, ele contava com um 2.2 litros com quatro cilindros e 144 cv de potência. Já em 2011, um dos motores disponíveis para o Malibu era um 3.6 L V6 com 252 cv.
3. Os motores mais novos são menores:

Como os motores mais novos entregam maior potência, é possível imaginar que eles seriam maiores no tamanho também. Porém, o caso do Malibu mostra que o tamanho do motor não cresce conforme a potência aumenta. A diminuição nas dimensões tem a ver com a busca pela eficiência. As fabricantes notaram que não é preciso um motor maior para garantir a potência que o consumidor deseja. Para isso, basta que o propulsor trabalhe de maneira inteligente.

O melhor exemplo são as picapes Ford Série F, as mais vendidas nos Estados Unidos. Um dos motores disponíveis para a Ford F-150 2011 é um V6 de 3.5 L que entrega 365 cv. Mas a picape também pode ser equipada com um propulsor V8 de 5.0 litros que gera 360 cv. Neste caso, o motor menor e com menor cilindrada tem potência ligeiramente maior, comprovando que, quando o assunto é motor, tamanho não é documento.
4. Os propulsores modernos trabalham de maneira inteligente:

Uma grande diferença entre as gerações de motores é que as mais modernas não trabalham tão “arduamente”. Em um motor V8 antigo, todos os cilindros funcionavam plenamente, independente de o motorista estar afundando o pé no acelerador ou estar dirigindo mais suavemente. Nos dois modos de condução, os oito cilindros recebiam a mesma quantidade de combustível.

Contudo, os motores de hoje têm tecnologias, como a da desativação de cilindros. Este sistema deixa de enviar combustível para alguns cilindros quando não há necessidade de maior potência (como quando o carro para no sinal, mas o motor continua ligado). Mas, quando o motor é exigido, o sistema volta a injetar combustível nos cilindros antes desativados, e o propulsor pode mostrar toda a sua força.

Outra tecnologia inteligente é a de válvulas de distribuição variável. Sem esse sistema, as válvulas do motor se abrem por igual quantidade de tempo e distância, independente do quanto se exige do propulsor, fato que desperdiça combustível. Com a abertura variável, as válvulas se abrem de acordo com o ritmo de trabalho do motor, o que também economiza combustível.
5. Os motores modernos têm aliados:

Não só as tecnologias de dentro do motor dão uma mão para ele, o funcionamento eficiente do propulsor é auxiliado por outros componentes do veículo. Um desses complementos é a transmissão. Com cada vez os carros são equipados com câmbios com maior número de marchas. Quanto mais marchas tem uma transmissão, melhor será a forma como o câmbio irá se adaptar ao nível certo de potência exigido pelo motor.

No caso dos carros híbridos, o motor recebe ajuda de propulsores elétricos, alimentados por packs de baterias. Esses motores elétricos também podem impulsionar o veículo, ou fazer com que alguns acessórios funcionem quando o automóvel está parado. Eles também dão uma potência extra quando é necessário, como em acelerações mais fortes. O fato de ter motores elétricos como uma espécie de respaldo possibilita que o motor a gasolina seja menor e menos potente, economizando combustível.

O Fim do Omega Suprema

Em 1996 foi decretado o fim da perua Suprema. O Brasil ficou sem um veículo familiar na categoria. Com a chegada do utilitário Blazer, as próprias concessionárias pediram o fim da perua com medo da tão temida “canibalização”, mesmo sendo veículos de categorias distintas.

Em 1997 o volante diminuía de tamanho e a qualidade do acabamento também. A versão mais barata, GLS (a GL não fez sucesso), perdia itens de conforto e conveniência em prol do corte nos custos.

A produção do Chevrolet Omega, marco tecnológico da indústria brasileira, foi encerrada no ano de 1998 no Brasil. Seu sucessor vem da Austrália: trata-se do Holden Comodore, mais caro e que deve ganhar uma nova geração ainda em 2007. Ainda assim, para muitos entusiastas, não houve um substituto a altura para o Omega nacional.



Fonte: Wikipedia
Data: 17/10/2007